Pular para o conteúdo

Carrinho

Seu carrinho está vazio

Artigo: Cult Gaia na NYFW: tudo sobre o novo desfile da marca em Nova York

Desfile Cult Gaia Spring 2027 na New York Fashion Week
Cultura

Cult Gaia na NYFW: tudo sobre o novo desfile da marca em Nova York

Texturas que pedem um segundo olhar, transparências, alfaiataria relaxada e cores que vão dos tons terrosos ao azul. No novo desfile da Cult Gaia, em Nova York, a fantasia característica da marca ganha uma leitura mais madura e deixa boas pistas sobre o que vamos querer usar nas próximas temporadas.

Desfile Cult Gaia Spring 2027 na New York Fashion Week

A Cult Gaia sabe criar desejo.

Muito antes de suas peças se tornarem presenças recorrentes em destinos solares, red carpets e closets de fashionistas, a marca fundada por Jasmin Larian Hekmat já defendia uma ideia que hoje parece especialmente atual: roupa e acessório também podem ser objetos de design.

Em seu novo desfile em Nova York, apresentado em 9 de setembro, às vésperas da abertura oficial da New York Fashion Week, essa linguagem apareceu mais sofisticada. Era apenas a segunda vez da Cult Gaia desfilando durante a semana de moda nova-iorquina, e a coleção Spring 2027 mostrou uma marca disposta a ampliar seu conhecido imaginário de resortwear.

Batizada de Behesht, palavra persa para “paraíso” ou “céu”, a coleção nasceu de um momento íntimo de Hekmat: a perda de sua avó, Mommy Aghdas. Em vez de traduzir o luto literalmente, a designer trabalhou a ideia de transformação, explorando a possibilidade de beleza e celebração surgirem depois de um período de escuridão.

Look da coleção Behesht da Cult Gaia apresentada na NYFW

O conceito ganhou forma também no cenário. A própria Cult Gaia definiu o universo da coleção como “um jardim nascido do concreto”, explorando a tensão entre arquitetura e natureza, rigidez e suavidade.

É justamente nesse contraste que o desfile encontra sua força.

Do concreto ao jardim

O primeiro look já estabelece o tom: alfaiataria verde-oliva, ombros marcados e calça capri. Uma abertura mais austera do que se espera de uma marca conhecida por vestidos recortados, transparências e produções pensadas para acompanhar o verão.

Primeiro look do desfile Cult Gaia: alfaiataria verde-oliva com calça capri

A partir daí, a coleção começa a se transformar.

A rigidez dá lugar ao movimento. Os tecidos ficam mais leves, o corpo aparece, a cartela se ilumina e superfícies cada vez mais trabalhadas entram em cena. O desfile funciona quase como uma passagem visual entre contenção e liberdade.

Sem abandonar a sensualidade que faz parte de seu DNA, a Cult Gaia mostra que ela pode existir de maneira menos óbvia.

E aqui aparece a primeira pista importante da temporada: o sexy continua, mas está mais sofisticado.

A nova sensualidade está nas camadas

Chiffon, organza e tecidos transparentes atravessam a coleção, revelando o corpo sem necessariamente transformá-lo no único ponto de atenção.

Transparências em camadas na coleção Spring 2027 da Cult Gaia

Vestido translúcido em chiffon no desfile da Cult Gaia em Nova York

O interesse está no jogo entre o que aparece e o que permanece encoberto.

Em vez de pensar na transparência apenas como recurso sensual, vale observá-la como ferramenta de styling. Tecidos etéreos encontram alfaiataria, camadas translúcidas aparecem sobre peças menores e volumes leves ganham contraste com acessórios de presença.

É uma maneira mais interessante, e muito mais versátil, de interpretar uma tendência que já está conosco há algumas temporadas.

De olho na trend: a transparência não parece estar indo embora. A evolução está na forma de usá-la.

Textura é a nova estampa

Se existe uma imagem que permanece depois do desfile, é a das superfícies.

Superfície texturizada e plissada em peça da Cult Gaia Spring 2027

Plissados, franjas, tecidos manipulados, construções tridimensionais e efeitos artesanais fazem com que muitas das peças pareçam diferentes a cada movimento.

No finale, esse trabalho chega ao ápice. Vestidos de seda manipulada e pintada à mão criam a ilusão de plumas sem utilizar penas. Em movimento, as tiras de tecido se separam e parecem flutuar ao redor do corpo.

É difícil não enxergar aí uma mudança maior.

Depois de temporadas em que superfícies limpas e uma certa austeridade minimalista dominaram parte importante da conversa sobre moda, o detalhe volta a importar.

A peça interessante não precisa necessariamente carregar uma estampa ou uma cor explosiva. Ela pode chamar atenção pela trama, pelo toque, pela construção ou pela maneira como reage ao movimento.

Para o closet, a tradução é especialmente boa: uma única peça texturizada já consegue transformar uma composição inteira.

Uma saia trabalhada encontra uma camisa precisa. Um top de textura marcante ganha equilíbrio com alfaiataria. Um vestido com movimento pede acessórios mais arquitetônicos.

O impacto está no contraste.

Franjas estão voltando, mas esqueça o boho óbvio

Outro detalhe para colocar no radar são as franjas.

Franjas em movimento no desfile da Cult Gaia na NYFW

Elas apareceram na Cult Gaia e também atravessaram outras coleções da temporada nova-iorquina, dentro de um movimento maior em direção a roupas que respondem ao corpo e criam efeito enquanto caminham.

Mas não estamos falando necessariamente daquela franja associada ao festival look.

A leitura mais interessante agora é gráfica e sofisticada. Fios longos, barras que se movimentam, sedas e acabamentos que acrescentam dimensão sem levar a produção automaticamente para o território boho.

É menos festival, mais movimento.

E essa diferença muda tudo.

A alfaiataria está mais cool e menos escritório

Talvez uma das evoluções mais interessantes da Cult Gaia esteja justamente onde menos esperaríamos encontrá-la.

Na alfaiataria.

Blazers amplos, ombros definidos e proporções relaxadas mostram uma marca olhando além do vestido statement ou da peça reservada às férias.

A alfaiataria não desaparece, mas perde formalidade. E fica especialmente interessante quando encontra elementos opostos: transparência, pele, textura, comprimentos curtos ou acessórios inesperados.

É uma combinação que vale observar porque permite trazer informação de moda para peças que já fazem parte do guarda-roupa.

Um blazer mais amplo sobre uma base delicada. Uma calça de alfaiataria acompanhada por um top texturizado. Uma peça estruturada com sandália ou bolsa escultural.

O resultado tem exatamente o equilíbrio que gostamos no universo MR: polished, mas nunca certinho demais.

No radar das cores: azul, oliva e pontos de luz

A narrativa de Behesht também acontece através da cor.

A coleção parte de tonalidades mais profundas e segue em direção a uma paleta luminosa, acompanhando a própria passagem conceitual entre escuridão e renovação.

Paleta de azul e verde-oliva na coleção Behesht da Cult Gaia

O verde-oliva merece atenção especial.

Menos previsível do que os neutros tradicionais, ele funciona quase como um novo básico. Fica sofisticado com preto, interessante ao lado de tons naturais e especialmente atual quando combinado a superfícies metalizadas.

Mas existe outra cor que merece espaço no radar: azul.

Do teal ao cobalto, diferentes tonalidades ganharam presença nas passarelas de Nova York. Na Cult Gaia, essa entrada de cor ajuda a construir a sensação de luminosidade que cresce ao longo da coleção.

Nossa aposta não está necessariamente em procurar uma única “cor do verão”, mas em observar uma cartela mais complexa: oliva, azul intenso, terrosos, rosas suaves e pontos metalizados.

O mais interessante está justamente em combiná-los de maneiras menos previsíveis.

Flores, sim. Óbvias, não.

Falar em flores para a primavera dificilmente parece revolucionário.

A diferença está em como elas aparecem.

Na Cult Gaia, o floral sai da superfície e ganha dimensão. Pétalas, aplicações e construções fazem com que algumas roupas se aproximem de pequenas esculturas.

É uma leitura que conversa com algo maior que estamos observando na moda: o retorno do decorativo, mas de uma maneira mais tátil e menos literal.

Em vez da estampa floral tradicional, flores tridimensionais. Em vez de romantismo açucarado, volume. Em vez de delicadeza previsível, presença.

É justamente essa pequena estranheza que deixa tudo mais atual.

Os acessórios continuam fazendo o look

Acessórios esculturais da Cult Gaia na Spring 2027

Naturalmente, não seria Cult Gaia sem acessórios.

A marca construiu parte importante de sua identidade transformando bolsas e sapatos em objetos de desejo, muitas vezes peças que poderiam existir tanto dentro do closet quanto sobre uma mesa de design.

Na Spring 2027, essa lógica continua.

Metais, superfícies brilhantes, formas esculturais e materiais inesperados entram como contraponto às roupas mais fluidas.

Também é uma das ideias mais fáceis de transportar da passarela para a vida real.

Porque atualizar uma produção não significa necessariamente trocar o guarda-roupa inteiro. Uma boa base pode ganhar outra personalidade quando encontra uma bolsa de forma incomum, uma sandália especial ou uma joia com presença.

Às vezes, um acessório com personalidade é toda a informação de moda necessária.

O que fica no radar MR?

Mais do que apontar uma única tendência, o desfile da Cult Gaia parece confirmar uma mudança de humor.

Há espaço novamente para uma moda que provoca curiosidade.

Peças que queremos olhar de perto. Tecidos que têm movimento. Acessórios que funcionam quase como objetos. Transparências usadas de maneiras inesperadas. Alfaiataria misturada à sensualidade. Cores que escapam das combinações automáticas.

E, principalmente, personalidade acima da fórmula.

Se tivéssemos que colocar algumas apostas na wishlist agora, seriam estas: texturas marcantes, transparências em camadas, franjas sofisticadas, alfaiataria relaxada, azul e verde-oliva, detalhes tridimensionais e acessórios esculturais.

Não necessariamente todos juntos.

Afinal, o styling mais interessante costuma acontecer quando escolhemos uma boa ideia e deixamos que ela faça o trabalho.

Perguntas e respostas sobre o desfile da Cult Gaia na NYFW

Quando aconteceu o desfile da Cult Gaia na New York Fashion Week?

O desfile da Cult Gaia aconteceu em 9 de setembro, às vésperas da abertura oficial da New York Fashion Week. Foi a segunda vez que a marca desfilou durante a semana de moda nova-iorquina.

O que significa Behesht, o nome da coleção?

Behesht é uma palavra persa que significa "paraíso" ou "céu". A coleção Spring 2027 nasceu de um momento íntimo da designer Jasmin Larian Hekmat e trabalha a ideia de transformação, com a beleza surgindo depois de um período de escuridão.

Quem é a estilista por trás da Cult Gaia?

A Cult Gaia foi fundada por Jasmin Larian Hekmat, que defende a ideia de que roupa e acessório também podem ser objetos de design.

Quais são as principais tendências do desfile Spring 2027 da Cult Gaia?

As apostas que ficam no radar são texturas marcantes, transparências em camadas, franjas sofisticadas, alfaiataria relaxada, azul e verde-oliva, detalhes tridimensionais e acessórios esculturais. O detalhe volta a importar: a peça interessante chama atenção pela trama, pelo toque e pela construção.

Quais cores estão em alta segundo o desfile?

O verde-oliva ganha status de novo básico e o azul, do teal ao cobalto, aparece com força. A cartela completa mistura oliva, azul intenso, tons terrosos, rosas suaves e pontos metalizados, combinados de maneiras menos previsíveis.

As franjas voltaram? Como usar sem parecer boho?

Sim, as franjas voltaram, mas em uma leitura gráfica e sofisticada. A aposta está em fios longos, barras que se movimentam, sedas e acabamentos que acrescentam dimensão sem levar a produção para o território boho. É menos festival, mais movimento.

Onde comprar peças da Cult Gaia no Brasil?

As peças da Cult Gaia estão disponíveis na curadoria da Marca Registrada. Entre os destaques estão o Vestido Ashika, a Bolsa Solene, a Sandália Riley e o Vestido Alonza. Veja tudo na coleção Cult Gaia.

Da passarela para a curadoria MR

É exatamente aí que olhar para um desfile fica realmente interessante.

Não se trata de reproduzir o runway look da cabeça aos pés. O exercício está em perceber quais códigos fazem sentido para o nosso próprio closet.

Uma transparência que atualiza o vestido. Uma textura que transforma uma produção monocromática. Um ponto de azul em meio aos neutros. Uma alfaiataria mais descontraída. Uma bolsa que funciona quase como joia.

São detalhes capazes de atualizar o olhar sem apagar o estilo de quem veste.

A Cult Gaia apresentou em Nova York sua visão para esse novo momento. Por aqui, algumas dessas ideias já conversam com peças escolhidas pela nossa curadoria.

Porque antecipar uma tendência não significa simplesmente usá-la antes de todo mundo. Significa reconhecer aquilo que combina com o seu repertório e encontrar uma maneira própria de vestir.

E tem novidade a caminho. Durante a semana do desfile da Behesht em Nova York, nossa equipe conferiu a nova coleção de pertinho, em primeira mão no showroom da Cult Gaia, antes mesmo do lançamento oficial. Em breve, peças selecionadas dessa coleção desembarcam na MR. Fique de olho por aqui.

Na curadoria MR, reunimos peças para quem também gosta de olhar para o que vem pela frente e interpretar a moda à sua maneira.

DESCUBRA A CURADORIA MR

Read more

Nova coleção da Ganni na Marca Registrada
Fashion

Nova coleção GANNI: 15 perguntas e respostas sobre o que chegou na Marca Registrada

O que é essa coleção nova da Ganni? É a coleção atual da GANNI, a mesma que está nas lojas europeias agora, importada diretamente pela Marca Registrada e vendida em reais. São peças únicas, e o ...

Ver mais